sábado, 19 de novembro de 2011

Alimentos Ricos em Ferro!


Entre os alimentos ricos em ferro que podem ser incluídos na dieta das crianças estão o brócolis, a carne de peru, ervilha seca, espinafre refogado,couve, cheiro-verde, rapadura, feijão preto, fígado de boi e de galinha, gema de ovo, lentilha seca, patê de fígado e a soja. É possível aumentar a capacidade de absorção do ferro, fazendo com que a criança consuma alimentos ricos em ferro, acompanhados de suco de laranja, limão ou acerola, uma vez que a vitamina C facilita o aproveitamento do ferro. Refrigerante à base cola, chás e cafés possuem substâncias que diminuem a quantidade de ferro dos alimentos e devem ser evitados durante o almoço e jantar. As refeições complementadas com leite ou sobremesas à base de leite costumam dificultar a absorção de ferro, nesse caso é recomendável um intervalo de três horas entre o almoço e o leite da tarde e o jantar e o leite da noite. Crianças com tendência à anemia, devem ser alimentadas com carnes vermelhas em geral, fígado de boi e gema de ovo, além de folhas verde escuras, como rúcula, agrião e espinafre.

Quais alimentos são ricos em Ferro?

O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.
A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.
Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As vantagens do frozen iogurte

Se compararmos as calorias ea  quantidade de gorduras, algumas opções de frozen têm quase metade das calorias de um sorvete de creme. “Ele é mais light sim, porque tem menos gordura e calorias”, diz Cristina. Dependendo da forma como o frozen é preparado, a quantidade de gorduras chega a zero – e os que contêm gorduras têm cerca de 70% menos do que o sorvete de massa tradicional.
Em relação à quantidade de sódio, o frozen também é vantajoso já que o sorvete normal tem mais que o dobro desse nutriente. “Mesmo sendo uma gostosura com baixas calorias, cuidado para não extrapolar no consumo”, completa a nutricionista do Spa Fazenda Igaratá.

Sorvetes ao leite e de chocolate não estão proibidos

Os sorvetes de frutas costumam ter menos calorias que os sorvetes a base de leite. Porém já existem opções de sorvetes a base de leite que contêm menos calorias por porção (principalmente pela utilização de leite desnatado e pela substituição do açúcar por edulcorantes) e podem ser incluídos na alimentação sem grande peso na consciência.

Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
No bufê de sorvetes, escolha dois sabores e prefira acompanhamento de frutas
“Além disso, os sorvetes a base leite podem proporcionar mais cremosidade e nutrientes, como o cálcio e as proteínas do leite”, argumenta Gisele. Os de chocolate não estão proibidos, mas por terem muitas coberturas e recheios, devem ser consumidos com mais moderação.
Atenção ao bufê de sorvete
Para não extrapolar no bufê de sorvetes, com inúmeras coberturas e acompanhamentos que agregam mais calorias, a dica é olhar todas as opções disponíveis e eleger duas ou três preferidas.
“Tente consumir duas bolas, no máximo. E não exagere nas coberturas, como calda de chocolate, granulado, farofa doce... Dê um toque especial com pedacinhos de frutas. Quanto mais simples for o sorvete, mais você vai sentir o sabor e mais leve ele será”, diz Cristina.

Então, esqueça o "tudo ou nada" e siga as próximas 60 dicas para que possa ter uma alimentação saudável e uma vida melhor.

1. Evite dietas milagrosas em que há uma grande eliminação de peso em um curto período de tempo.

2. Não faça uma alimentação baseada em um único tipo de alimento ou nutriente.

3. Mesmo tendo exagerado nos dias anteriores, faça, pelo menos, 5 refeições por dia.

4. Pequenos lanches entre as refeições principais irão evitar a vontade de devorar o primeiro prato que encontrar pela frente.

5. Não belisque entre as refeições.

6. Esqueça dos snacks (salgadinhos) e da bolacha recheada.

7. Deixe na gaveta do escritório barrinha de cereais, bolacha integral (ingira, no máximo, 3 unidades).

8. Frutas e iogurtes light são excelentes lanches.

9. Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia.

10. Comece sempre a refeição com um caprichado prato de saladas.

11. Evite o uso de óleos para temperar as saladas. Use vinagre ou suco de limão.

12. Macarrão é permitido, mas cuidado com o molho.

13. Molho branco, quatro queijos, bolonhesa são muito mais calóricos quando comparados com o ao sugo. Portanto, não abuse!

14. Não repita a refeição.

15. Evite beber refrigerantes, mesmo os light ou diet.

16. Evite água gaseificada. Bebidas com gás dilatam o estômago dando uma falsa sensação de saciedade.

17. Bebidas isotônicas devem ser evitadas. São calóricas e, para não atletas, a água ainda é o melhor hidratante.

18. Prefira sucos naturais.

19. Utilize adoçante nos sucos e no cafezinho.

20. Beba, no máximo, 4 xícaras pequenas de café por dia.

21. Ingira bastante água durante o dia. No mínimo, 1,5 litro ou 8 copos.

22. Leve sempre uma barrinha de cereais na bolsa. Quando bater aquela vontade de comer alguma coisa, você já sabe a que recorrer.

23. Ingira legumes todos os dias.

24. Coma pelo menos 2 frutas diariamente.

25. Prefira ameixa, melancia, melão, morango que são menos calóricas.

26. Cuidado com as frutas secas. Por serem desidratadas é fácil ingerir mais calorias com as naturais.

27. Ingira carnes menos calóricas como peixe, frango (peito), peru, patinho, contrafilé.

28. Cuidado com o salmão. Ele apresenta mais calorias do que outros peixes.

29. Retire a pele das aves. Ela contém basicamente gordura.

30. Evite atum e sardinha conservados em óleo. Já existe a versão light.

31. Miúdos e vísceras são ricos em gorduras saturadas. Então, minimize o consumo desses alimentos.

32. Retire a gordura visível das carnes, como por exemplo, a da picanha.

33. Evite alimentos fritos. Dê preferência aos grelhados ou cozidos.

34. Embutidos (mortadela, presunto, salame) devem ser evitados.

35. Enlatados são ricos em sódio; por isso, prefira os alimentos naturais.

36. Manteiga, creme de leite, chantilly, massa podre são ricos em calorias e colesterol. Evite-os.

37. Queijos amarelos (mussarela, provolone, prato, parmesão) devem ser evitados.

38. Dê preferência aos queijos brancos como o de minas, frescal, ricota e cottage.

39. Evite as preparações gratinadas.

40. Dê preferência aos alimentos desnatados como leite e iogurtes.

41. Se não tem boa aceitação ao leite desnatado, fique com o semidesnatado.

42. Evite chocolates, inclusive o diet.

43. Ingira alimentos ricos em fibras como legumes, verduras e frutas.

44. Consuma maçã, pêra, uva com a casca.

45. Pizza prefira as menos calóricas como de escarola, rúcula, mussarela. Mas fique somente na primeira fatia.

46. Tomate seco, por ser conservado em óleo, deve ser evitado.

47. Bebidas alcoólicas são calóricas. Consuma esporadicamente e em pequena quantidade.

48. Uma taça de vinho diariamente faz bem para a saúde. Mas nada adiantará se não tem o hábito da boa alimentação e é sedentário.

49. Em barzinhos evite os petiscos como amendoim, batata frita, castanha de caju, carne seca ou salgadinhos.

50. Evite os fast-food. Os alimentos servidos são normalmente ricos em gorduras.

51. Se não tiver saída, prefira uma unidade de cheeseburguer, refrigerante light e batata frita pequena. Dispense a sobremesa.

52. Em restaurantes por quilo, passe primeiro por todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros.

53. Para a sobremesa, prefira frutas da época.

54. Evite sorvetes de massa. Opte pelo picolé de fruta.

55. Em sorveteria por quilo, prefira os sorvetes de frutas. Passe reto pelas coberturas e chantilly.

56. Nunca vá ao supermercado com fome. Vá sempre após uma refeição. Isso evitará pegar balas, chocolates e salgadinhos.

57. Não compre alimentos que devem ser evitados.

58. Compare os rótulos dos alimentos e verifique se os light e diet são menos calóricos. Nem sempre isso é verdade.

59. Nunca acumule a fome. Por isso deixe na geladeira legumes picados (cenoura, pepino, salsão) e gelatina diet. Eles não prejudicarão o seu emagrecimento.

E, por fim, vale essa dica:

60. Movimente-se!! Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!
Por:
Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)

Alimentação

Com tanta coisa pra estudar, aprender, ler e reler quem está em ano pré-vestibular às vezes esquece até de comer direito. E como “saco vazio não pára em pé”, sem comida nada funciona em nosso organismo, principalmente a cabeça, certo? Só que se entupindo de fast food, salgadinhos, doces e refrigerantes você só detona o seu organismo e atrapalha seu rendimento mental (já que este depende de um bom funcionamento do corpo). Então, é preciso aprender a comer direito. E isso não vale só para a véspera da prova de vestibular, é essencial que todos adotem uma dieta alimentar saudável que, com certeza, só irá contribuir para aproveitar melhor o dia, ter mais disposição e evitar doenças.

Mudança de hábitos
Mudando alguns hábitos alimentares é possível melhorar o desempenho escolar, aumentar a disposição e a concentração, além de aproveitar os benefícios adquiridos pela ingestão de alimentos ricos em nutrientes e vitaminas (como uma boa memória, sono tranqüilo e aumento da imunidade).
Não é preciso que você mude toda a sua rotina alimentar de um dia para o outro (seu organismo tem de ser acostumado aos poucos), mas veja algumas ações que você pode, aos poucos, adotar como hábitos:
- Faça pelo menos cinco refeições por dia (comer de 3 em 3 horas intercalando as refeições principais com frutas ou lanches leves);
- Beba bastante líquido. No mínimo 1,5 litro ou 8 copos de água, suco de frutas ou água de côco por dia, para manter o organismo hidratado;
- Evite o consumo excessivo de café, mate e guaraná natural, ricos em cafeína (principalmente os mais ansiosos). Beba, no máximo, 4 xícaras pequenas de café por dia;
- Cuidado para não se viciar em produtos estimulantes e energéticos (muitos bebem para atravessar a noite estudando), pois eles prejudicam o organismo e pioram o quadro de ansiedade;
- A má alimentação não fornece energia necessária para a maratona de estudos e pode baixar o sistema imunológico deixando o estudante suscetível a doenças ocasionais como gripes e resfriados;
- Mantenha um espaço curto entre as refeições para evitar a hiperglicemia baixa (queda na taxa de glicose) que pode causar tontura, suor frio e raciocínio lento. Evite longos períodos de jejum.
- Melhor fonte de energia é o carboidrato, presente em grande quantidade em massas e pães, ele é o principal combustível para o cérebro, mantendo a força física e mental do organismo.
- Complexo B presente em produtos integrais e cereais também é um ótimo estimulante para o cérebro (barrinhas de cereais e granola).
- Minerais e ácidos graxos presentes em nozes, castanhas, atum e salmão ajudam a manter a memória e a concentração saudáveis.
- As frutas, que possuem em abundância vitaminas e minerais, ajudam a manter a força física e mental.
Alimentação saudável

A alimentação saudável é indispensável principalmente na véspera e no dia da realização de uma prova de vestibular. É importante que seu organismo não receba nada que o force ou o agrida, pois este será um dia de muita ansiedade, o que já o deixará prejudicado. Portanto, confira abaixo algumas sugestões e dicas para esse dia tão importante:

Para o dia da prova:
Café da manhã completo:
- Vitaminas e minerais: frutas
- Fibras: porção de cereais
- Carboidratos: fatia de pão ou biscoito
- Proteínas: leite, iogurte ou queijo.
Almoço:
- Evite alimentos que não está acostumado a ingerir (não queira comer pela primeira vez um acarajé baiano na véspera da prova!);
- Evite refeições grandes e pesadas com alta concentração de proteínas como uma feijoada, bife à milanesa ou alimentos à base de creme de leite;
- Alimentos com alto teor de proteína e gordura devem ser evitados, pois levam maior tempo no processo de digestão, provocando sonolência.

É aconselhável levar algum alimento e líquido consigo no dia da prova. Mas não é qualquer alimento. Veja o que é mais indicado:

Prefira:
- Frutas, barras de cereais, água ou água-de-coco;
- Chocolate em pequena quantidade (diminui a ansiedade, fornece uma sensação de tranqüilidade, energia e disposição).

Evite:
- Balas, salgadinhos e refrigerantes, pois aumentam o apetite e provocam perda de concentração.

Atitudes simples podem ser tomadas para mudar hábitos que só prejudicam a saúde e o desempenho de quem vai encarar uma maratona de estudos. Prepare-se bem para o vestibular e isso inclui também alimentar-se bem e, assim, estar um passo à frente de muita gente.

Mexerica

Nesta época do ano as polcãs estão extremamente doces e saborosas, são suculentas e contém diversas vitaminas e minerais. São conhecidas por vários nomes em diversas regiões, como mexerica, vergamota, mimosa, tangerina entre outros. Existem vários tipos, uns são maiores e com casca mais grossa, outros são menores com a casca mais verde e fina, mas as propriedades de todos são excelentes e todas deliciosas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Atividade Física & Saúde

    Uma tendência dominante no campo da Educação Física estabelece uma relação entre a prática da atividade física e a conduta saudável. A fisiologia do exercício nos mostra inúmeros estudos sustentando esta tese.
    Nesta linha, Matsudo & Matsudo (2000) afirmam que os principais benefícios à saúde advindos da prática de atividade física referem-se aos aspectos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Os efeitos metabólicos apontados pelos autores são o aumento do volume sistólico; o aumento da potência aeróbica; o aumento da ventilação pulmonar; a melhora do perfil lipídico; a diminuição da pressão arterial; a melhora da sensibilidade à insulina e a diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo. Com relação aos efeitos antropométricos e neuromusculares ocorre, segundo os autores, a diminuição da gordura corporal, o incremento da força e da massa muscular, da densidade óssea e da flexibilidade.
    E, na dimensão psicológica, afirmam que a atividade física atua na melhoria da auto-estima, do auto conceito, da imagem corporal, das funções cognitivas e de socialização, na diminuição do estresse e da ansiedade e na diminuição do consumo de medicamentos. Guedes & Guedes (1995), por sua vez, afirmam que a prática de exercícios físicos habituais, além de promover a saúde, influencia na reabilitação de determinadas patologias associadas ao aumento dos índices de morbidade e da mortalidade. Defendem a inter-relação entre a atividade física, aptidão física e saúde, as quais se influenciam reciprocamente. Segundo eles, a prática da atividade física influencia e é influenciada pelos índices de aptidão física, as quais determinam e são determinados pelo estado de saúde.
    Para a melhor compreensão deste modelo definem as variáveis que o compõem:
  • Atividade Física é definida, segundo Caspersen (1985) como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto energético maior do que os níveis de repouso.
  • Saúde, de acordo com Bouchard (1990), é definida como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, cada uma caracterizada por um continuum com pólos positivos e negativos. A saúde positiva estaria associada à capacidade de apreciar a vida e resistir aos desafios do cotidiano e a saúde negativa associaria-se à morbidade e, no extremo, à mortalidade.
  • Para a Aptidão física, adotam a definição de Bouchard et al.(1990): um estado dinâmico de energia e vitalidade que permita a cada um, funcionando no pico de sua capacidade intelectual, realizar as tarefas do cotidiano, ocupar ativamente as horas de lazer, enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, sentir uma alegria de viver e evitar o aparecimento das disfunções hipocinéticas.
    Nesta definição distinguem a aptidão física relacionada à saúde da aptidão física relacionada à capacidade esportiva. A primeira reúne os aspectos bio-fisiológicos responsáveis pela promoção da saúde; a segunda refere-se aos aspectos promotores do rendimento esportivo.
    O modelo em questão vem orientando grande parte dos estudos cujo enfoque é a relação entre a atividade física e saúde na perspectiva da aptidão física e saúde (Barbanti,1991; Böhme,1994; Nahas et al.,1995; Freitas Júnior,1995; Petroski,1997; Lopes, 1997; Ribeiro,1998; Fechio,1998; Glaner,1998; Zago et al.,2000).
    Para Marques (1999), esta perspectiva contemporânea de relacionar aptidão física à saúde representa um estado multifacetado de bem-estar resultante da participação na atividade física. Supera a tradicional perspectiva do “fitness”, preconizada nos anos 70 e 80 - centrada no desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória - e procura inter-relacionar as variáveis associadas à promoção da saúde. Remete, pois, segundo Neto (1999) a um novo conceito de exercício saudável, no qual os benefícios ao organismo derivariam do aumento do metabolismo (da maior produção de energia diariamente) promovido pela prática de atividades moderadas e agradáveis.
    Conforme Neto (1999), o aumento em 15 % da produção diária de calorias - cerca de 30 minutos de atividades físicas moderadas - pode fazer com que indivíduos sedentários passem a fazer parte do grupo de pessoas consideradas ativas, diminuindo, assim, suas chances de desenvolverem moléstias associadas à vida pouco ativa.
    Entidades ligadas à Educação Física e às Ciências do Esporte como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Conselho Internacional de Ciências do Esporte e Educação Física (ICSSPE), o Centro de Controle e Prevenção de Doença - USA (CDC), o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM), a Federação Internacional de Medicina Esportiva (FIMS), a Associação Americana de Cardiologia e o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS) preconizam que sessões de trinta minutos de atividades físicas por dia, na maior parte dos dias da semana, desenvolvidas continuamente ou mesmo em períodos cumulativos de 10 a 15 minutos, em intensidade moderada, já são suficientes para a promoção da saúde (Matsudo,1999). Nesta mesma direção, encontram-se numerosos trabalhos de abordagem epidemiológica assegurando que o baixo nível de atividade física intervém decisivamente nos processos de desenvolvimento de doenças degenerativas (Powell et al., 1985).
    Dentre os estudos mais expressivos envolvendo esta linha de pesquisa, tem-se o estudo de Paffenbarger (1993). Analisando ex-alunos da Universidade de Harvard, o autor observou que a prática de atividade física está relacionada a menores índices de mortalidade. Comparando indivíduos ativos e moderadamente ativos com indivíduos menos ativos, verificou que a expectativa de vida é maior para aqueles cujo nível de atividade física é mais elevado. Com relação ao risco de morte por doenças cardiovasculares, respiratórias e por câncer, o estudo sugere uma relação inversa deste com o nível de atividade física .
    Estudos experimentais sugerem que a prática de atividades de intensidade moderada atua na redução de taxas de mortalidade e de risco de desenvolvimento de doenças degenerativas como as enfermidades cardiovasculares, hipertensão, osteoporose, diabetes, enfermidades respiratórias, dentre outras. São relatados, ainda, efeitos positivos da atividade física no processo de envelhecimento, no aumento da longevidade, no controle da obesidade e em alguns tipos de câncer (Powell et al.,1985; Gonsalves,1996; Matsudo & Matsudo,2000).
    Destas constatações infere-se que a realização sistemática de atividades corporais é fator determinante na promoção da saúde e da qualidade de vida.

Os erros de quem emagrece, mas acaba recuperando o peso

Emagrecer não é tão simples, pois envolve uma série de fatores e não ocorre de uma hora para outra. Estas, a princípio, parecem ser afirmações óbvias, mas não são. Estão ligadas a alguns dos erros mais comuns cometidos por quem está se esforçando para perder peso.

Muitas vezes, as pessoas querem eliminar o sobrepeso da maneira mais rápida possível e, para isso, acabam deixando de lado os cuidados com a saúde. "O mais comum é o desejo de perda rápida de peso, não importando os erros alimentares e prejuízos à saúde que isso possa ocasionar. Assim, acabam embarcando em erros como restrição alimentar severa (dieta da lua, do abacaxi, só comer alface e maçã e outras coisas do tipo), a dieta da proteína (rica em gordura e colesterol) e a atividade física em jejum", alerta a nutricionista Perla Menezes Pereira, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Buscar uma diminuição rápida de peso é um erro, pois pode causar o efeito reverso. "Perder peso rapidamente (por exemplo, 10% do peso inicial em um mês) é um exagero na organização dietética, o que, normalmente, cria um estado de ansiedade, provocado pela liberação das substâncias do estresse – não nos esqueçamos que emagrecer leva a grandes mudanças orgânicas – que termina com a ingestão compulsiva alimentar e o não sucesso no tratamento", explica a endocrinologista Maria Carolina do Nascimento, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O uso de medicamentos, sempre acompanhados de prescrição médica, muitas vezes é necessário no processo de emagrecimento. A endocrinologista alerta, porém, sobre a busca por comprimidos "milagrosos", que prometem proporcionar o emagrecimento sem esforço. "É comum o desejo de uma medicação mágica, que permita o emagrecimento, sem mudanças nos hábitos de vida."

É comum, também, as pessoas se preocuparem bastante com a fase de emagrecimento e, depois de conseguirem o resultado, não darem atenção ao próximo passo, que é de manter o que foi obtido. "Manter o peso é difícil porque as pessoas retomam os hábitos alimentares antigos e não realizam a manutenção da orientação nutricional. A melhor maneira de manter o peso é reforçar o processo de educação nutricional continuamente", orienta Perla.

"Não se pode impor ao corpo situações que ele não será capaz de manter depois. Por isso, todo plano alimentar tem que ser concreto, não durante um período curto de tempo, e sim para sempre", diz Maria Carolina.

Considerando os recentes acontecimentos envolvendo a utilização de produtos emagrecedores manipulados, adquiridos de forma irregular, a Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que os medicamentos utilizados no tratamento da obesidade devem ter a indicação e a supervisão de um profissional especializado. A decisão sobre usar ou não um medicamento para emagrecer deve ser tomada sempre por um médico, baseando-se na avaliação criteriosa dos riscos e benefícios envolvidos.

Resistência muscular localizada previne dores nas costas

De acordo com estatísticas das autoridades de saúde, cerca de 80% das pessoas já tiveram ou terão dores nas costas, o que mostra que o problema é para lá de abrangente. Mesmo os praticantes assíduos de atividade física, em nível profissional ou amador, não escapam dessa estatística. Em muitos casos, as dores são passageiras e vão embora com o auxílio de analgésicos, mas segundo o Ministério da Saúde, cerca de cinco milhões de brasileiros acabam procurando médicos para tratar a dor nas costas, sentidas por períodos mais extensos. Nesses casos, uma atenção maior ao funcionamento do corpo e alterações nos hábitos de postura são as únicas maneiras de aliviar o desconforto.

Especialistas defendem que, quanto mais resistentes os músculos, mais protegidos ficamos do incômodo das dores. Por isso, muitos fisioterapeutas pedem para que os indivíduos que precisam proteger as costas trabalhem os músculos do tronco (abdominais e eretores da espinha). Isso foi observado em uma pesquisa que acompanhou os moradores da cidade de Copenhagen (Dinamarca) por um ano concluiu, que resistência e não força foi o fator que aparentemente preveniu o aparecimento de dores nas costas. E neste caso, é importante ponderar as diferenças entre resistência e força na prevenção. O que vale a pena, de acordo com os resultados deste estudo, é investir em mais repetições e menos carga (peso) para os exercícios nos músculos do tronco, já que a fadiga muscular, comum nos grandes esforços, diminui a proteção contra as dores. 

O mesmo foi observado em outras pesquisas. Em estudo realizado na cidade de Helsinque (Finlândia), com 126 indivíduos, a resistência dos músculos do tronco também foi o único fator associado à incidência de episódios de dores nas costas. A conclusão foi semelhante em um terceiro estudo, conduzido na cidade de Teerã (Irã), no qual 600 pessoas foram subdivididas em 4 grupos: 150 homens assintomáticos, 150 mulheres assintomáticas, 150 homens com dores na região lombar e 150 mulheres com o mesmo sintoma. Novamente, dentre todas variáveis pesquisadas, a única que apresentou estrita relação com dores nas costas foi a baixa resistência dos músculos do tronco, principalmente os eretores da espinha.

Portanto, a resistência muscular obtida com exercícios para aumentar a resistência dos eretores da espinha e também dos músculos da parte de trás do tronco é fator fundamental na prevenção de dores nas costas. Peça a orientação de um professor para a execução dos exercícios e invista em resistência, ou seja, mais repetições e menos carga, para fugir do incômodo.